quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Idas e vindas


Se algum dia eu te visse com outros olhos, talvez eu não fingiria ter tudo o que tinha (quanto amor), ou ao menos passasse contigo teu sufoco, mágoas. Nós éramos um só, parecíamos até que tocávamos na mesma banda (meu anjo). Não posso ao menos falar como aconteceu (se aconteceu na verdade).
Tu realmente esqueceu? (Sim). Tu sabes ao menos o nome de nossa música? (Saberá, creio). Mantenha o controle enquanto fixo meus olhos nos teus. Quem sabe, em algum inverno por aí, ou em mais um palco, (você nunca mais irá) possamos trocar sintonias. Será que minha insegurança atual vencerá a sua passada? (Sim). Ou sua insegurança só aumentou durante esse tempo? Cante comigo, tu és e será dona da canção, dê a partida, viva por você (agora será livre), olhe para trás sem deixar vestígios de arrependimentos (sempre existiu). Jogue fora todos os filmes, as lembranças, até aquele all star que eu poderia sentir suavemente (lentamente) os passos, como se eles fossem de algum modo me encontrar.
Nossas vertentes são as mesmas. Posso te chamar para sair? Podemos escutar Stiff Little Fingers novamente, ou melhor, tu pode voltar (com os mesmos olhos) pra mim? Porque, na verdade, se hoje eu te ver com outros olhos (mentira, são os mesmos) eu lhe diria a verdade, eu amo você.

Obrigada Rodrigo, por ter deixado eu publicar essas palavras tão bonitas aqui.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Confirmado: Belle & Sebastian no Brasil


Após nove anos sem fazer show aqui no Brasil, a banda Belle & Sebastian confirmou, no site oficial, a data de dois shows. Um deles acontecerá no dia 10 de Novembro no Via Funchal em São Paulo e o outro no dia 12 de Novembro no Circo Voador, Rio de Janeiro.
Argentina e Chile também fazer parte dos países escolhidos para a turnê. A banda também passará pela Europa e América do Norte para divulgar o oitravo trabalho, Write About Love.
O valor do ingresso para os dois shows serão divulgados em breve. Fiquem atentos.

Au Revoir Simone

Ontem, no caminho da universidade, resolvei deixar as minhas bandas preferidas de lado para poder ouvir as músicas que coloquei, sem ouvir, no meu mp3. Não sei por qual motivo, razão ou circunstância, o nome da banda ou do cantor nunca aparecem no aparelinho. Então, o que sei é apenas o nome do álbum e da música que está sendo tocada. Enfim...
Passando despretenciosamente pelas muitas bandas que baixei e não ouvi, acabei encontrando uma música que me chamou atenção. Ela começava lentamente e com barulinhos de sino. Esses barulinhos, aos poucos, eram completados por vozes meigas e suaves que cantavam uma letra linda e gostosa de ser ouvida.
Ansiosa que sou, comecei a mudar desesperadamente de faixa. Ouvia uma, nada. Ouvia outra, não conseguia descobrir quem cantava. Estava prestes a desistir quando, finalmente, Sad Song começou a tocar. O ritmo que não tem nada de Sad, me fez lembrar do vídeo desta música e de Au Revoir Simone. Para a minha felicidade.



Make way for the simple hours
No finding the time it's ours
A fate or it's a desire
I know

So I was the lucky one
Reading letters, not writing them
Taking pictures of anyone
I know

So let the sun shine
So let the sun shine
So let the sun shine
Let it come
To show us that tomorrow is eventual
We know it when the day is done
Au Revoir Simone - The Lucky One

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Write About Love


Depois de ficarem quase quatro anos sem gravar um álbum novo em estúdio, finalmentente a banda Belle & Sebastian reaparece com o Write About Love. Ele tem onze faixas e conta com a participação de Norah Jones na música Little Lou, Ugly Jack, Prophet John, e da atriz Carey Mulligan (protagonista do filme Educação) em Write About Love.
As músicas, de tão fofas, fazem qualquer um suspirar e sentir aquela vontade de apaixonar. Deixam aquela sensação de nostalgia do primeiro amor e da infância. Destaque para Come On Sister - que me fez lembrar os joguinhos do Mario Bros - e para Calculating Bimbo - puro amor de infância.
Além de aquecer o coração, Write About Love é o típico CD para ser escutado no conforto de um sofá, com xícaras de café e papéis recheados de declaração de amor sobre a mesinha central da sala. Combina também com dias chuvosos, sorrisos despretenciosos e pensamentos soltos.
Na música que tem o mesmo título do álbum, Carey Mulligan - assim como muitas meninas - tem o sonho de conhecer o homem que seja "quente e intelectual, mas que me entenda". Em resposta, Stuart Murdoch ensina: "Eu conheço um feitiço que pode te ajudar. Escreva sobre amor: pode ser em qualquer tempo verbal, mas tem que fazer sentido”. Lindo, né?
Mais lindo do que isso foi o pedido de Stuart aos fãs, que tiraram fotos com os dizeres "Belle & Sebastian Write About Love" ou "Write About Love" em "lugares secretos ou públicos" da cidade onde vivem.
Para quem ainda não ouviu CD que só será lançando oficialmente em 11 de Outubro no Reino Unido e no dia seguinte nos EUA, a banda disponibilizou no site um vídeo com uma das música do novo trabalho. E para a alegria dos fãs brasileiros, o conjunto confirmou duas apresentações. Uma será em São Paulo (Via Funchal) e no Rio de Janeiro (Circo Voador), ainda sem data prevista.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Eu me chamo Tom, prazer


A vida pode mudar e o momento pode ser outro. Posso ter agido como Summer e até ter estado Adriana por muito tempo, mas de uma coisa tenho certeza: sempre vou ser a mistura do Tom de 500 Dias com Ela com o de Apenas o Fim.
Não pense que não acredito na felicidade, porque creio demais na existência dela. Nem ache que sou nerd ou roteirista de cinema ou até mesmo desenhista. O sentimentalismo, a crença no amor, essas sim, são algumas das características que tenho em comum com estes personagens.
Assim como o Tom de Apenas o Fim, luto até onde posso, tenho esperança que a outra pessoa mude de opinião quanto ao que sente, e mesmo doendo, aceito quando alguém precisa ser feliz em um caminho oposto ao meu.
Não lido bem com despedidas e nem com a falta delas. Posso me sentir cansada, exausta e em certos momentos achar que nada vale mais a pena. Só que mesmo assim, extrapolo meu limite e vou criando limites em cima de limites. Até não agüentar mais.
E quando resolvo desistir, simplesmente ergo a cabeça e sigo em frente. Pode até doer, e dói, mas não volto atrás. Enfio a cabeça nos estudos, nas músicas, nos filmes e nas palavras. Outro Tom.
Às vezes paro, penso e imagino a quantidade de pessoas que vivem e são como Tom, mas que se cansam e pausam a vida por um momento e decidem começar do zero e praticar o desapego, assim como Adriana e Summer. Por isso, entre homens e mulheres, há dois tipos de pessoas.
E no meio disso tudo, há amores que podem ser correspondidos e levados a sério só por um lado. Há também amores previsíveis que terminam quando alguém precisa seguir um caminho diferente do outro. Tudo é destino. E no final das contas, todo mundo está no mesmo barco. Vivendo como Toms, Adrianas e Summers.

sábado, 25 de setembro de 2010

We're all in this together

Cliquei no play do Youtube e uma das primeiras coisas que vi foi uma moça ruiva no centro da tela. Quando menos esperava ela começou a cantar e me deixou surpresa com a beleza de sua voz.
Pouco a pouco o clipe foi se formando diante dos meus olhos. A letra e o ritmo folk-fofo da música, a construção da história e a fofura de cada cena fizeram com que me encantasse.
Gabby Young and Other Animals obrigada por deixar minha noite tão singela.



Delicate and fragile you always were,
Like China in his hands,
And broken pieces will lie there forever,
Left in these wounds by this man.

And we know that you never wanted to hurt her;
We know you had another plan,
Believing a story without an ending left you a bitter man.

And were all in this together
And I won’t get out alive and they'll call you up
And tell you that I won’t survive,
I’ll wait forever
Gabby Young and Other Animals - We're All In This Together

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Igloo

Apesar de já ter assistido há algumas semanas, Onde Vivem os Monstros não sai da minha cabeça. Talvez seja porque acabei me identificando um pouquinho com o Max. Pode ser também por causa da linda trilha sonora cantada por Karen O (vocalista do Yeah Yeah Yeahs) & the Kids.



Enfim, Onde Vivem os Monstros é o tipo de filme que é para ser assistido com olhar de adulto e alma de criança. Isso porque tanto a ida de Max à terra dos Monstros Selvagem até os próprios habitantes de lá têm um significado importante e especial para o entendimento da história.
Logo que a tela foi tomada pelos créditos, tive a sensação de que toda criança já passou pelas mesmas coisas que o Max. É que a transição da infância para a pré-adolescência é uma das mais complicadas porque as sensações, os sentimentos e as vontades estão confusas e em total turbulência.
Onde Vivem os Monstros mostra que, apesar de crescidos, todos nós temos nossos monstros internos e que nem sempre sabemos lidar com eles.



Where the wild things are


E que nunca teve vontade de ter uma fantasia de animal e sair brincando de assustar as pessoas por aí? Quem nunca criou seu próprio mundo através da imaginação? Todo mundo, eu acho.