sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
STOP!
É impossível se manter indiferente diante de tudo o que está acontecendo. O fechamento do Megaupload, fato que aconteceu nesta semana, foi o início de tudo. Infelizmente tende a piorar.
Se o SOPA e o PIPA forem aprovados, viveremos em mundo alienado e controlado. Sem liberdade de expressão e pior ainda, sem o direito de escolher o que se quer ler, escutar e assistir. Desse modo, a sociedade de “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley passará existir. Reprimida e manipulada por meio do bem estar e do prazer. Repleta de Alfas, Betas, Gamas, Deltas e Ípsilons.
E também não é só isso. Imagine não poder compartilhar conteúdos em sites de relacionamento. Imagine ter de pagar absurdos para ter acesso a um pouco de cultura.
Cultura que, de fato, pertence a todos nós.
Cultura que, de fato, deveria ser acessível a toda população.
Anonymous, adelante!
sábado, 14 de janeiro de 2012
Inquietos
Não sou crítica de cinema e acho que não exerceria bem essa função porque assisto filmes com o coração. Conheço pouco da filmografia de Gus Van Sant, até porque só assisti três de seus filmes: “Paranoid Park”, “Elefante” e “Milk – A Voz da Igualdade”. No entanto, sinto a necessidade de expor o que penso, por mais sentimental que isso possa ser.
Assisti “Inquietos” e, antes de fazê-lo, já tinha visto uma imagem do filme estampada no guia Divirta-se do Estado de S. Paulo e me apaixonei. Annabel e Enoch deitados no asfalto e o contorno de seus corpos feito a giz. Achei lindo, ainda mais por fazer lembrar uma cena de Clementine e Joel em “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”, na qual o casal é mostrado de cima. Pequenas semelhanças que me encantaram.
Não assisti ao trailer de “Inquietos” e nem li quase nada sobre o filme. Sabia bem pouco sobre a história, o que não transforma o longa em algo desinteressante. Pelo contrário. De tão encantador, interessei-me do começo ao fim.
Annabel e Enoch dividem da mesma particularidade: gostam de frequentar funerais. Cada um possui o seu motivo, que é destrinchado no decorrer do filme. Em uma situação nada agradável, se tornam amigos. A partir daí dividem momentos, confissões, segredos, dores, dentre tantas outras coisas.
Não quero me aprofundar muito na história porque acabaria com todo o mistério que há em torno dela. O que posso dizer é que ela é de uma doçura infindável. Encantadora, emocionante, triste e alegra ao mesmo tempo. A prova de que é preciso aproveitar todos os momentos da vida, independente do que possa acontecer amanhã. Proporcionando alegria a si mesmo e às pessoas amadas. Afinal, para quem você vive?
Assisti “Inquietos” e, antes de fazê-lo, já tinha visto uma imagem do filme estampada no guia Divirta-se do Estado de S. Paulo e me apaixonei. Annabel e Enoch deitados no asfalto e o contorno de seus corpos feito a giz. Achei lindo, ainda mais por fazer lembrar uma cena de Clementine e Joel em “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”, na qual o casal é mostrado de cima. Pequenas semelhanças que me encantaram.
Não assisti ao trailer de “Inquietos” e nem li quase nada sobre o filme. Sabia bem pouco sobre a história, o que não transforma o longa em algo desinteressante. Pelo contrário. De tão encantador, interessei-me do começo ao fim.
Annabel e Enoch dividem da mesma particularidade: gostam de frequentar funerais. Cada um possui o seu motivo, que é destrinchado no decorrer do filme. Em uma situação nada agradável, se tornam amigos. A partir daí dividem momentos, confissões, segredos, dores, dentre tantas outras coisas.
Não quero me aprofundar muito na história porque acabaria com todo o mistério que há em torno dela. O que posso dizer é que ela é de uma doçura infindável. Encantadora, emocionante, triste e alegra ao mesmo tempo. A prova de que é preciso aproveitar todos os momentos da vida, independente do que possa acontecer amanhã. Proporcionando alegria a si mesmo e às pessoas amadas. Afinal, para quem você vive?
domingo, 8 de janeiro de 2012
O amor em formato de canção
Ouvi esta música pela primeira vez no ano interior. Por isso, costumo dizer que, musicalmente falando, fechei 2011 com chave de ouro. Ela faz parte do álbum "Samba 808" e como vocês já perceberam, é uma parceria de Wado com Marcelo Camelo e sua amada, Mallu Magalhães, presente na versão do CD.
"Com a ponta dos dedos você mexe
Em seus cabelos
Com a ponta dos dedos você mexe
A colher de chá
Com a ponta dos dedos você mexe
Em seus brinquedos
Com a ponta dos dedos você
Irá me negar
Eu não me acostumo à tua beleza
Bonito um dia isso poderá passar
E esse agora já vale a nostalgia
E algum dia essa hora irá chegar
Se você for por favor demora
Se você for por favor não vá
Ninguém mais viu
Fui eu que vi
Você dormir comigo"
sábado, 26 de novembro de 2011
Passo Torto
Rômulo Fróes, Rodrigo Campos, Kiko Dinucci e Marcelo Cabral são a prova viva de que a união entre compositores, músicos e produtores pode dar certo. O exemplo disso é o álbum "Passo Torto" que é composto por 11 faixas e que marca o encontro das influências musicais dos criadores deste projeto.
Com composições colaborativas, “Passo Torto” é a extensão do que eles já faziam em suas carreiras individuais: participar um do trabalho do outro, seja nos discos e até mesmo nos shows.
Partindo do samba e das tantas possibilidades que a música brasileira pode oferecer, o disco conta com os arranjos de Marcelo, que com seu contrabaixo, deixa as canções leves e boas de ouvir.
Os criadores
Produtor de renome, Marcelo Cabral é baixista e um dos integrantes do projeto Marginais, composto pelo saxofonista Thiago França e o baterista Tonny Gordin. Produziu os elogiados álbuns “Lurdez da Luz” e “Nó Na Orelha” do rapper Criolo.
Com quadro discos lançados, Romulo Fróes é cantor e compositor, além de ser parceiro dos artistas Nuno Ramos e Clima. “Calado”, “Cão”, “No Chão Sem O Chão” e “Um Labirinto Em Cada Pé” são os discos produzidos por ele.
Músico de primeira qualidade, Rodrigo Campos é cantor, compositor, violinista e cavaquinhista. Em 2009 lançou o aclamado “São Mateus Não é Um Lugar Assim Tão Longe”, produzido por Beto Villares, Gustavo Lenza e Gui Amabis, entre outros produtores. Acompanhou artistas renomados como Céu, Herbie Hancock e Céu.
Cantor, violinista e compositor, Kino Dinucci tem cinco disco lançados, “Padê”, “Pastiche Nagô”, “O Retrato do Artista Quando Pede – Duo Moviola”, “Na Boca dos Outros” e “Metá Metá”.
Para mais informações, acesse o site e baixe o álbum "Passo Torto".
Com composições colaborativas, “Passo Torto” é a extensão do que eles já faziam em suas carreiras individuais: participar um do trabalho do outro, seja nos discos e até mesmo nos shows.
Partindo do samba e das tantas possibilidades que a música brasileira pode oferecer, o disco conta com os arranjos de Marcelo, que com seu contrabaixo, deixa as canções leves e boas de ouvir.
Os criadores
Produtor de renome, Marcelo Cabral é baixista e um dos integrantes do projeto Marginais, composto pelo saxofonista Thiago França e o baterista Tonny Gordin. Produziu os elogiados álbuns “Lurdez da Luz” e “Nó Na Orelha” do rapper Criolo.
Com quadro discos lançados, Romulo Fróes é cantor e compositor, além de ser parceiro dos artistas Nuno Ramos e Clima. “Calado”, “Cão”, “No Chão Sem O Chão” e “Um Labirinto Em Cada Pé” são os discos produzidos por ele.
Músico de primeira qualidade, Rodrigo Campos é cantor, compositor, violinista e cavaquinhista. Em 2009 lançou o aclamado “São Mateus Não é Um Lugar Assim Tão Longe”, produzido por Beto Villares, Gustavo Lenza e Gui Amabis, entre outros produtores. Acompanhou artistas renomados como Céu, Herbie Hancock e Céu.
Cantor, violinista e compositor, Kino Dinucci tem cinco disco lançados, “Padê”, “Pastiche Nagô”, “O Retrato do Artista Quando Pede – Duo Moviola”, “Na Boca dos Outros” e “Metá Metá”.
Para mais informações, acesse o site e baixe o álbum "Passo Torto".
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Melancolia...
As portas da sala 02 foram abertas e as pessoas, em silêncio, caminhavam lentamente. Tal fato mais parecia um cortejo fúnebre. Rostos tensos, olhares perdidos e risos de nervoso foram algumas das reações que presenciei.
Diante de todos os elementos que formaram essa cena, sabia bem o que estava me esperando. Já tinha certa pré-noção que saíra da sessão das 18:50 da mesma maneira do que os espectadores anteriores.
Terceira semana de exibição e uma sala de cinema lotada. Público formado praticamente por idosos. Cadeiras marcadas, me sentei na poltrona 15B que se localiza na segunda fileira – lugar que não desejo que nem o meu pior inimigo sente. Como de praxe, trailers foram exibidos antes do grande momento. Filmes ótimos, interessantes e que provavelmente serão assistidos.
Escuridão e silêncio mantêm o mistério na obra de Lars von Trier. Eis que, de repente, a primeira sequencia de cenas só prenuncia o que ainda está por vir. A tensão começa a tomar conta de mim. Fico procurando alguma posição confortável para sentar. Não encontro.
A câmera em constante movimento, elemento típico dos trabalhos de Lars, provoca inquietação em quem o assiste. As cenas em plano sequencia conseguem deixar o filme mais intenso, denso e pesado. A trilha sonora excelente toca a alma profundamente. Melancolia chega a seu ápice.
De tão forte, algumas pessoas não aguentam e abandonam a sala de cinema. O silêncio perturba, incomoda, ensurdece. A junção de todos os fatores chega a ser desesperador.
Prestes a chegar ao final, sinto o ar faltando e os olhos marejando. De repente, a tela fica preta e os créditos começam a aparecer. Não consigo me levantar, os pés parecem estar colados no chão.
Com dificuldade, ergo-me e sigo cambaleando até a saída. Todos caminham em silêncio. Riso e choro se misturam. No peito, a melancolia de Justine.
Melancolia é composto por duas histórias – das irmãs Justine e Claire – e assim como alguns dos filmes de Lars von Trier, é dividido em capítulos. O longa-metragem retrata bem o futuro destino do mundo e das pessoas que o habitam caso as coisas continuem horríveis como já estão.
Diante de todos os elementos que formaram essa cena, sabia bem o que estava me esperando. Já tinha certa pré-noção que saíra da sessão das 18:50 da mesma maneira do que os espectadores anteriores.
Terceira semana de exibição e uma sala de cinema lotada. Público formado praticamente por idosos. Cadeiras marcadas, me sentei na poltrona 15B que se localiza na segunda fileira – lugar que não desejo que nem o meu pior inimigo sente. Como de praxe, trailers foram exibidos antes do grande momento. Filmes ótimos, interessantes e que provavelmente serão assistidos.
Escuridão e silêncio mantêm o mistério na obra de Lars von Trier. Eis que, de repente, a primeira sequencia de cenas só prenuncia o que ainda está por vir. A tensão começa a tomar conta de mim. Fico procurando alguma posição confortável para sentar. Não encontro.
A câmera em constante movimento, elemento típico dos trabalhos de Lars, provoca inquietação em quem o assiste. As cenas em plano sequencia conseguem deixar o filme mais intenso, denso e pesado. A trilha sonora excelente toca a alma profundamente. Melancolia chega a seu ápice.
De tão forte, algumas pessoas não aguentam e abandonam a sala de cinema. O silêncio perturba, incomoda, ensurdece. A junção de todos os fatores chega a ser desesperador.
Prestes a chegar ao final, sinto o ar faltando e os olhos marejando. De repente, a tela fica preta e os créditos começam a aparecer. Não consigo me levantar, os pés parecem estar colados no chão.
Com dificuldade, ergo-me e sigo cambaleando até a saída. Todos caminham em silêncio. Riso e choro se misturam. No peito, a melancolia de Justine.
Melancolia é composto por duas histórias – das irmãs Justine e Claire – e assim como alguns dos filmes de Lars von Trier, é dividido em capítulos. O longa-metragem retrata bem o futuro destino do mundo e das pessoas que o habitam caso as coisas continuem horríveis como já estão.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Boa parte de mim vai embora
Ansiedade a parte. Finalmente consegui baixar o novo álbum, Boa Parte de Mim Vai Embora, do Vanguart. Como eu já esperava, as canções continuam com a mesma pegada: intensas, densas e bem deprimidas. E para variar já tenho a minha preferida. Confira 'Nessa Cidade'.
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