Em toda sociedade, sempre há aqueles que são incompreendidos e que se confudem até mesmo com as coisas mais simples. Por serem tão diferentes dos demais acabam se sentindo excluídos e não conseguem se enturmar. Há casos que até viram motivo de chacota.
Mesmo com tais fatos sempre há alguém que se sente do mesmo modo. Assim, o sentimento de solidão, que um dia foi individual, passa a ser compartilhado com outro alguém e uma amizade pode acontecer.
É exatamente o que acontece na animação longa-metragem de Adam Elliot. Mary é uma menina australiana, que mesmo morando com os pais, não recebe o devido amor. Tanto na escola quanto na vizinhança, não possui nenhum amigo.
No outro lado do mundo, mais especificamente em Nova York, vive Max, um atípico homem solitário de 44 anos que não sabe como lidar com as pessoas e seus dilemas.
Mesmo com a distância e a diferença de idade, uma grande amizade nasce através de cartas que a menina começa a mandar para ele. Logo na primeira, ousadamente, ela pergunta de onde os bebês vêm. Depois de muito relutar, Max, finalmente responde.
Podemos notar que o cenário muda de acordo com o aparecimento dos personagens. A Austrália é mostrada em tons de marrom enquanto Nova York recebe os tons de cinza.
Na verdade, ambos não são felizes com a situação em que vivem. Mary é sempre vítima do deboche de seus colegas de colégio, mas consegue mudar a situação conforme vai crescendo.
Quando adolescente, estuda medicina na universidade e consegue se casar e ter um filho com o rapaz que sempre foi apaixonada. O mesmo não acontece com seu amigo de correspondência que continua a viver isolado e sofre com as alterações de humor - o que acaba influenciando nas cartas - que define mais tarde como partes da síndrome de Asperge.
Através da linguagem, das imagens e até mesmo da situação dos personagens é possível perceber que não se trata de uma animação para crianças. Adam, ganhou um prêmio no Anima Mundi e no Oscar por seu curta Harvie Krumpet. Em ambos trabalhos, ele usou a técnica de stop-motion, que é quando uma cena é fotografada de quadro a quadro e unida no momento da montagem.
Título original: Mary & Max
Roteiro: Adam Elliot
Diretor: Adam Elliot
Duração: 92 minutos
Ano: 2009
Elenco: Mary (voz de Toni Collette), Max (dublagem de Philip Seymour Hoffman)
Em exibição: Belas Artes, Bristol - Playarte, Lumière Playarte, Shopping Paulista - Playarte (clique aqui para ver a programação completa)
sábado, 1 de maio de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
A moment, a love. A dream aloud. A kiss, a cry. Our rights, our wrongs. (...)
Músicas têm poder de falar pela gente. Podem mostrar exatamente o que anda se passando no interior de cada um. E é isso que tem acontecendo comigo; como já cheguei a comentar no texto 80's.
A música da vez é Sweet Disposition da banda The Temper Trap. Toda vez que a escuto sinto que estou indo embora. Sempre me vejo dentro de um ônibus, por vezes dentro de um trem e até mesmo andando sem destino. Tenho aquela sensação de partida.
Partir, ir embora não recebem seu real contexto de largar tudo, começar do zero longe de tudo e de todos. Não pretendo sair de casa, abandonar a minha vida e sair sem rumo por ai. Mas há certas coisas que realmente resolvi deixar para lá e que não me acompanham mais, ao menos por enquanto. Definitivamente troquei as longas reticências por um ponto final.
A banda australiana, liderada pelo vocalista Dougy, lançou em 2009, o primeiro CD que recebeu o nome de Conditions. Teve o single (vídeo acima) na trilha sonora do filme (500) of Summer. E é uma ótima pedida para quem gosta de guitarras bem tocadas e de acarinhar os ouvidos com uma voz doce e pulsante. Aproveitem!
Dedicado a @_nana e a tantos outros que sentem a mesma coisa ao ouvir essa canção.
A música da vez é Sweet Disposition da banda The Temper Trap. Toda vez que a escuto sinto que estou indo embora. Sempre me vejo dentro de um ônibus, por vezes dentro de um trem e até mesmo andando sem destino. Tenho aquela sensação de partida.
Partir, ir embora não recebem seu real contexto de largar tudo, começar do zero longe de tudo e de todos. Não pretendo sair de casa, abandonar a minha vida e sair sem rumo por ai. Mas há certas coisas que realmente resolvi deixar para lá e que não me acompanham mais, ao menos por enquanto. Definitivamente troquei as longas reticências por um ponto final.
A banda australiana, liderada pelo vocalista Dougy, lançou em 2009, o primeiro CD que recebeu o nome de Conditions. Teve o single (vídeo acima) na trilha sonora do filme (500) of Summer. E é uma ótima pedida para quem gosta de guitarras bem tocadas e de acarinhar os ouvidos com uma voz doce e pulsante. Aproveitem!
Dedicado a @_nana e a tantos outros que sentem a mesma coisa ao ouvir essa canção.
domingo, 25 de abril de 2010
Um relicário imenso desse amor
Foi incrível a performance que Nando teve em seu show comemorativo aos 61 anos da cidade de Suzano. Não deixou a desejar em nenhum momento.
Ele entrou pontualmente as 22:oo (como previsto pelo site oficial da prefeitura da cidade) e além de divulgar algumas músicas do novo álbum, Drês, cantou antigos sucessos (All Star, Luz dos Olhos, Por Onde Andei, N, Relicário) e músicas de quando ainda era um titã (Os Cegos do Castelo, Marvin).
Foi exatamente quando cantou essas canções que me emocinei completamente. Lembrei de momentos, amigos, fases. E principalmente do meu primeiro contato com o Titãs, quando ele ainda fazia parte do grupo. Que saudade!
O importante é que mesmo tendo optado pela carreira solo, Nando ainda mantém um público exemplar e que o ama incondicionalmente. Compôs letras que já foram cantadas por outros cantores, como Onde Você Mora cantado pela Cidade Negra e Resposta interpretado pelo Skank. Além do último trabalho, tem sete discos lançados, entre eles: A Letra A, Luau MTV: Nando Reis e os infernais e 12 de Janeiro (o primeiro da carreira solo).
Lindo Show. Valeu a pena!
N ♥
sábado, 24 de abril de 2010
(...) pero sin perder la ternura jamás
"Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura"

Não sou adepta das ideologias de Che Guevara, mas isso não me impede de adorá-lo. E reconheço também que ele teve um papel muito importante na história das revoluções.
A frase que postei lá em cima, dita por ele, define totalmente um momento que tenho passado. Na realidade, montei este blog só para escrever sobre assuntos que não possuem nenhuma relação a mim - já que tenho o Confessions About Me. Porém, hoje, resolvi abrir uma exceção.
Como todo ser humano, preciso mudar em muitas coisas e aprender a me adaptar a outras. A verdade é que tenho sentido a necessidade de ser um pouco mais firme em certos fatores da vida. Obviamente, sem deixar de ser tenra. Sem me transformar em alguém totalmente frio. Muita coisa vai mudar, eu sei que vai. Enfim...
Muitos acreditam que Che era cubano. Mas não. Ele nasceu em 14 de maio de 1928. Fazia parte de uma família de esquerdistas da Argentina. Sofreu de asma a vida inteira. Viajou pela América do Sul durante oito meses com Alberto Granado (assista Diários de Motocicleta) antes de estudar Medicina; profissão que nunca exerceu.
Depois que concluiu a faculdade, saiu de seu país natal, decidido que não voltaria mais. Foi no México que se encontrou com Fidel Castro e aprendeu técnicas de guerrilha. Fidel e seu irmão Raul (Castro), estavam montando um grupo gerrilheiro para acabar com o governo ditatorial de Cuba. Assim, Guevarra se tornou médico da tropa. Depois de longos três anos, foi se desvinculando de tal função para se tornar combatente e líder militar. Promulgou contra adversários do novo regime, cerca de 400 sentenças de morte; o que se chamava, na verdade, de justiçamentos.
Logo que o novo regime se estabeleceu, Che se naturalizou cubano e assumiu ativamente o papel de diretor do Banco Nacional e Ministro da Indústria. Não se adaptando à vida burocrática em Cuba e acreditando que toda América Latina precisava ser modificada através de revoluções, partiu para a Bolívia em 1965. Lá acabou sendo cercado pelo exército local em 8 de outubro de 1967, e executado no dia seguinte. (Assista também Che Part 1 e Che Part 2)
Desse modo, deixou sua marca na história. Tornou-se em um exemplo de luta, determinação e coragem depois que morreu na selva boliviana. E é visto assim até hoje, independente de qualquer de ideologia e até mesmo visão política.
sábado, 17 de abril de 2010
80's
Joy Division, The Cure e The Smiths se tornaram meus melhores amigos de uns tempos para cá. São as únicas bandas que meus ouvidos aceitam ouvir sem reclamar.
Na realidade, dizem que as músicas que escutamos mostram exatamente como o nosso interior está. Então...
Antes de se chamar Joy Division, a banda inglesa, formada por Ian Curtis (vocal), Bernard Summer (guitarrista), Peter Hook (baixista), Stephen Morris (baterista) se chamava Warsaw - inspirado na música Warszawa de David Bowie .
Devido a existência de outra banda com o nome parecido, eles decidiram mudar para Joy Division. Na realidade, "Joy Divison" (ou "Divisão da Alegria") era o local onde as judias, na época da 2ª Guerra Mundial, se prostituiam obrigatoriamente.
O conjunto formado em Manchester, no ano de 1976, tem somente dois CDs lançados oficialmente. O primeiro se chama Unknown Pleasures que tem como destaque as faixas: She's Lost Control e Disorder. O segundo recebe o nome de Closer, destacando-se as músicas: Isolation e A Means to an End.
Ian sofria de epilepsia e tal fato ficava evidente nos shows quando ele repetia, inconscientemente, os movimentos de seus ataques. Em 18 de Maio de 1980, um dia antes do início da turnê internacional, o vocalista cometeu suicídio. Assim, os outros integrantes formaram o New Order.
Formada em 1976, a banda inglesa The Cure, tem até hoje Robert Smith - vocalista, produtor, compositor e multiinstrumentista - como o único representante da formação original.
Antes de receber esse nome, o conjunto se chamou The Obelisk e era formado por estudantes da Notre Dame Middle School de Crawley em Sussex (um dos condados tradicionais da Inglaterra).
Depois da saída de alguns integrantes, o conjunto passou a ser chamar Malice, depois Easy Rider e finalmente The Cure.
Contando com 4:13 Dream, o grupo tem 13 álbuns de estúdio lançados. Destaque para os eternos sucessos Lovesong, Boys Don't Cry, Just Like Heaven, Friday I'm in love.
Depois de ter deixado a escola Steven Patrick Morrissey (vocalista dos Smiths) sentiu-se perdido e começou a escrever para um jornal local de Manchester. Desse modo, conseguiu formar o fã clube dos The New York Dows na Inglaterra.
Morrissey tentou formar o Nosebleeds, o que não deu muito certo. Até que, finalmente, em 1982, conheceu Johnny Marr (guitarrista mal sucedido de outras bandas) que sugeriu à ele que escrevesse letras para as músicas que compunha.
No início, ambos tinham a intenção de vender as composições que faziam para outros artistas, porém, decidiram formar uma banda. Assim, Andy Rourke foi convidado a ser baixista enquanto Mike Joyce seria o bateirista. Dando origem à banda The Smiths.
Smith é o sobrenome mais popular da Inglaterra (como se fosse Silva, Santos aqui no Brasil). Sendo assim, o vocalista nomeu a banda assim para mostrar que os integrantes eram pessoas normais enquanto outros grupos da mesma época tinham nomes complicados como: Depeche Mode e Classix Nouveaux.
Oficialmente o conjunto teve quatro álbuns de inéditas (The Smiths, Meat is Murder, The Queen is Dead e Strangeways, Here We Come). Em 1987, ocorre o desentendimento entre Johnny Marr e Morrissey, levando a banda a se separar. Destaque para os sucessos There is a Light that Never Goes Out, Ask, The Boy with the Thorn is his Side.
Independente da época em que surgiram, as bandas citadas acima, se tornaram e continuam sendo eternas.
Enjoy it!
Na realidade, dizem que as músicas que escutamos mostram exatamente como o nosso interior está. Então...
Antes de se chamar Joy Division, a banda inglesa, formada por Ian Curtis (vocal), Bernard Summer (guitarrista), Peter Hook (baixista), Stephen Morris (baterista) se chamava Warsaw - inspirado na música Warszawa de David Bowie .
Devido a existência de outra banda com o nome parecido, eles decidiram mudar para Joy Division. Na realidade, "Joy Divison" (ou "Divisão da Alegria") era o local onde as judias, na época da 2ª Guerra Mundial, se prostituiam obrigatoriamente.
O conjunto formado em Manchester, no ano de 1976, tem somente dois CDs lançados oficialmente. O primeiro se chama Unknown Pleasures que tem como destaque as faixas: She's Lost Control e Disorder. O segundo recebe o nome de Closer, destacando-se as músicas: Isolation e A Means to an End.
Ian sofria de epilepsia e tal fato ficava evidente nos shows quando ele repetia, inconscientemente, os movimentos de seus ataques. Em 18 de Maio de 1980, um dia antes do início da turnê internacional, o vocalista cometeu suicídio. Assim, os outros integrantes formaram o New Order.
Formada em 1976, a banda inglesa The Cure, tem até hoje Robert Smith - vocalista, produtor, compositor e multiinstrumentista - como o único representante da formação original.
Antes de receber esse nome, o conjunto se chamou The Obelisk e era formado por estudantes da Notre Dame Middle School de Crawley em Sussex (um dos condados tradicionais da Inglaterra).
Depois da saída de alguns integrantes, o conjunto passou a ser chamar Malice, depois Easy Rider e finalmente The Cure.
Contando com 4:13 Dream, o grupo tem 13 álbuns de estúdio lançados. Destaque para os eternos sucessos Lovesong, Boys Don't Cry, Just Like Heaven, Friday I'm in love.
Depois de ter deixado a escola Steven Patrick Morrissey (vocalista dos Smiths) sentiu-se perdido e começou a escrever para um jornal local de Manchester. Desse modo, conseguiu formar o fã clube dos The New York Dows na Inglaterra.
Morrissey tentou formar o Nosebleeds, o que não deu muito certo. Até que, finalmente, em 1982, conheceu Johnny Marr (guitarrista mal sucedido de outras bandas) que sugeriu à ele que escrevesse letras para as músicas que compunha.
No início, ambos tinham a intenção de vender as composições que faziam para outros artistas, porém, decidiram formar uma banda. Assim, Andy Rourke foi convidado a ser baixista enquanto Mike Joyce seria o bateirista. Dando origem à banda The Smiths.
Smith é o sobrenome mais popular da Inglaterra (como se fosse Silva, Santos aqui no Brasil). Sendo assim, o vocalista nomeu a banda assim para mostrar que os integrantes eram pessoas normais enquanto outros grupos da mesma época tinham nomes complicados como: Depeche Mode e Classix Nouveaux.
Oficialmente o conjunto teve quatro álbuns de inéditas (The Smiths, Meat is Murder, The Queen is Dead e Strangeways, Here We Come). Em 1987, ocorre o desentendimento entre Johnny Marr e Morrissey, levando a banda a se separar. Destaque para os sucessos There is a Light that Never Goes Out, Ask, The Boy with the Thorn is his Side.
Independente da época em que surgiram, as bandas citadas acima, se tornaram e continuam sendo eternas.
Enjoy it!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Nando Reis na cidade de Suzano
Shows de Nando Reis, Nação Zumbi e Gulherme & Santiago na comemoração de 61 anos de Suzano
Em comemoração aos 61 anos da cidade de Suzano (SP), a prefeitura trará, neste mês, o cantor Nando Reis. Ele se apresentará no dia 24 (Sábado) às 16:00 no Parque Municipal Max Feffer.
No repertório, além das faixas do último trabalho, "Drês", serão relembrados grandes sucessos do compositor.
Além de Nando, ocorrerá a apresentação da banda Nação Zumbi, que abrirá o cliclo de shows comemorativos no dia 23 (Sexta) às 18:00. E quem fecha a comemoração no dia 25 (Domingo) às 18:00 é a dupla Guilherme & Santiago. Todos os shows são gratutos.
A cidade também terá, na programação, espetáculos de grupos teatrais locais, jogos esportivos, exibição de longas e curtas metragens e uma palestra com Paulo Betti sobre cinema. Confira a programação completa aqui.
Programação (shows)
Nação Zumbi
Data: 23/04/2010
Horário: 18:00
Nando Reis
Data: 24/04/2010
Horário: 16:00
Guilherme & Santiago
Data: 25/04/2010
Horário: 18:00
Para todos os shows
Local: Parque Municipal Max Feffer
Endereço:Av. Brasil x Av Roberto Simonsem, Jd. Imperador - Suzano. Telefone: (11) 4746-2539.
Entrada Franca
Em comemoração aos 61 anos da cidade de Suzano (SP), a prefeitura trará, neste mês, o cantor Nando Reis. Ele se apresentará no dia 24 (Sábado) às 16:00 no Parque Municipal Max Feffer.No repertório, além das faixas do último trabalho, "Drês", serão relembrados grandes sucessos do compositor.
Além de Nando, ocorrerá a apresentação da banda Nação Zumbi, que abrirá o cliclo de shows comemorativos no dia 23 (Sexta) às 18:00. E quem fecha a comemoração no dia 25 (Domingo) às 18:00 é a dupla Guilherme & Santiago. Todos os shows são gratutos.
A cidade também terá, na programação, espetáculos de grupos teatrais locais, jogos esportivos, exibição de longas e curtas metragens e uma palestra com Paulo Betti sobre cinema. Confira a programação completa aqui.
Programação (shows)
Nação Zumbi
Data: 23/04/2010
Horário: 18:00
Nando Reis
Data: 24/04/2010
Horário: 16:00
Guilherme & Santiago
Data: 25/04/2010
Horário: 18:00
Para todos os shows
Local: Parque Municipal Max Feffer
Endereço:Av. Brasil x Av Roberto Simonsem, Jd. Imperador - Suzano. Telefone: (11) 4746-2539.
Entrada Franca
*Foto tirada por mim em um show na cidade de Mogi das Cruzes há três ou quatro anos atrás.
domingo, 11 de abril de 2010
Os Famosos e os Duendes da Morte
Sábado (10) finalmente fui assistir, na Reserva Cultural, Os Famosos e Os Duendes da Morte do diretor paulistano Esmir Filho. O filme supriu todas as minhas expectativas e confesso, que em certos momentos, acabei me identificando com o protagonista. Enfim...
A história se passa em uma cidadezinha do sul do Brasil que foi colonizada por alemães. Lá, nos deparamos com um garoto (Henrique Larré) de apenas 16 anos que encontra na internet um meio de se manter em contato com o restante do mundo. Assim, ele se autodenomina Mr Tambourine Man (alusão a música de Bob Dylan).
A fixação pelo cantor é tanta que ela se arrasta para o blog que possuiu, ao Flickr e aos vídeos que segue de uma garota (Tuane Eggers) que se apelida de Jingle Jangle (mais uma referência à música de Dylan). E é no MSN que instigam mais ainda a vontade que o Mr. Tambourine tem de ir embora.
Em um certo momento da trama, somos pegos por um acontecimento misterioso: as pessoas que o garoto vê no YouTube não são tão desconhecidas assim...
Na realidade, cada um daquela cidade tem um segredo. Cada um se projeta em algo diferente.
O longa-metragem é baseado no segundo romance do escritor Ismael Caneppele. Segundo ele "a parte autobiográfica [do livro] é a angústia que eu senti quando tinha 14 ou 15 anos. A vontade que eu tinha de ir embora, de partir e de me afastar dessas pessoas porque é uma comunidade com a qual eu nunca me identifiquei. (...) Se desligar das raízes, da estrutura que você conhece, é muito mais forte. Os famosos e os duendes da morte é uma grande carta de despedida para minha mãe, feito para mostrar todo o amor que sentia por ela.”
Na verdade, a obra era apenas um esboço quando Esmir decidiu transformá-la em filme. Mesmo com tal fato, Caneppele aceitou o convite e se tornou roteirista do mesmo.
O diretor paulistano é conhecido pelo vídeo Tapa na Pantera que já passou dos 10 mulhões de acessos no YouTube. Ganhou o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes de 2006, na Semana Nacional da Crítica com o curta-metragem Alguma Coisa Assim. Com ele, também conquistou a categoria de Melhor Filme no Festival de Biarritz.
Já com o curta Saliva foi escolhido para a Semana Internacional da Crítica do Festival de Cannes em 2007, e conquistou o prêmio de Melhor Filme no Sitges Film Festival. Os Famosos e os Duendes da Morte é seu primeiro longa-metragem que já foi premiado nas categorias de melhor filme e Fipresci (crítica) no Festival do Rio 2009, além de ter recebido o prêmio no Festival Internacional de Guadalajara 2010, na categorias de melhor fotografia ( Mauro Pinheiro).
Os Famosos e os Duendes da Morte (site oficial)
Elenco: Henrique Larré ("Mr Tambourine Man"), Ismael Caneppele (Bob Dylan, Julian), Tuane Eggers (Garota, "Jingle Jangle"), Samuel Reginatto (Diego), Áurea Baptista (Mãe de Mr Tambourine), Adriana Seiffert (Mãe de Paulinho)
Direção: Esmir Filho
Roteiro: Esmir Filho e Ismael Caneppele
Música Original: Nelo Johann
Companhia Produtora: Dezenovo Som e Imagens
Co-produção:Warner Bros. Pictures
Em exibição: Reserva Cultural, Belas Artes, Espaço Unibanco Augusta, Frei Caneca Unibanco Arteplex. (clique aqui para ver as localidades e os horários)
A história se passa em uma cidadezinha do sul do Brasil que foi colonizada por alemães. Lá, nos deparamos com um garoto (Henrique Larré) de apenas 16 anos que encontra na internet um meio de se manter em contato com o restante do mundo. Assim, ele se autodenomina Mr Tambourine Man (alusão a música de Bob Dylan).
A fixação pelo cantor é tanta que ela se arrasta para o blog que possuiu, ao Flickr e aos vídeos que segue de uma garota (Tuane Eggers) que se apelida de Jingle Jangle (mais uma referência à música de Dylan). E é no MSN que instigam mais ainda a vontade que o Mr. Tambourine tem de ir embora.
Em um certo momento da trama, somos pegos por um acontecimento misterioso: as pessoas que o garoto vê no YouTube não são tão desconhecidas assim...
Na realidade, cada um daquela cidade tem um segredo. Cada um se projeta em algo diferente.
O longa-metragem é baseado no segundo romance do escritor Ismael Caneppele. Segundo ele "a parte autobiográfica [do livro] é a angústia que eu senti quando tinha 14 ou 15 anos. A vontade que eu tinha de ir embora, de partir e de me afastar dessas pessoas porque é uma comunidade com a qual eu nunca me identifiquei. (...) Se desligar das raízes, da estrutura que você conhece, é muito mais forte. Os famosos e os duendes da morte é uma grande carta de despedida para minha mãe, feito para mostrar todo o amor que sentia por ela.”
Na verdade, a obra era apenas um esboço quando Esmir decidiu transformá-la em filme. Mesmo com tal fato, Caneppele aceitou o convite e se tornou roteirista do mesmo.
O diretor paulistano é conhecido pelo vídeo Tapa na Pantera que já passou dos 10 mulhões de acessos no YouTube. Ganhou o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes de 2006, na Semana Nacional da Crítica com o curta-metragem Alguma Coisa Assim. Com ele, também conquistou a categoria de Melhor Filme no Festival de Biarritz.
Já com o curta Saliva foi escolhido para a Semana Internacional da Crítica do Festival de Cannes em 2007, e conquistou o prêmio de Melhor Filme no Sitges Film Festival. Os Famosos e os Duendes da Morte é seu primeiro longa-metragem que já foi premiado nas categorias de melhor filme e Fipresci (crítica) no Festival do Rio 2009, além de ter recebido o prêmio no Festival Internacional de Guadalajara 2010, na categorias de melhor fotografia ( Mauro Pinheiro).
Os Famosos e os Duendes da Morte (site oficial)
Elenco: Henrique Larré ("Mr Tambourine Man"), Ismael Caneppele (Bob Dylan, Julian), Tuane Eggers (Garota, "Jingle Jangle"), Samuel Reginatto (Diego), Áurea Baptista (Mãe de Mr Tambourine), Adriana Seiffert (Mãe de Paulinho)
Direção: Esmir Filho
Roteiro: Esmir Filho e Ismael Caneppele
Música Original: Nelo Johann
Companhia Produtora: Dezenovo Som e Imagens
Co-produção:Warner Bros. Pictures
Em exibição: Reserva Cultural, Belas Artes, Espaço Unibanco Augusta, Frei Caneca Unibanco Arteplex. (clique aqui para ver as localidades e os horários)
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