terça-feira, 12 de julho de 2011
Com esforço, talvez se tornem glórias
Há quem diga que esse blog está ficando muito musical, mas diante de Transmissor, eu não resisto. Apesar de nutrir imenso carinho por Jenninha e Dez Segundos, Poema de Batalha tem provocado paz e tranquilidade em mim. Identifico-me.
"Sabe quando aperta-te o peito
angustiado permanece preso?
tente respirar com todo esse peso
Sufoca a alma e o orgulho
Pensa que quero ferir-te
machuco a ti e a mim.
Equívocos são como pedras
atingem a cabeça que se põe a ressoar
Vibração que arde, corta o coração.
retalhos de sentimentos largados pelo chão
colho-me, varro-me
Aspire meus erros e os jogue fora
limpe os vestígios lustre os absurdos
com esforço, talvez se tornem glórias
Procuro a fronteira que me separa da exatidão
Sou imigrante, não tenho permissão
choco-me com a guarda violentamente
Mas sou fraca, perco a batalha sangrenta
tanto sofrimento hasteio a bandeira da paz."
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Poesia
Custei muito a entender a profundidade que há em Todo Amor que Houver Nessa Vida. Acredito que tal fato tenha acontecido porque sempre dependi das expectativas e de ser surpreendida para achar algo interessante.
Entretanto, parece que alguma coisa mudou. Hoje não preciso de tantas emoções fortes e nem de grandes surpresas. Quero mesmo "é a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida", sem monotonia e que seja presença garantida. Sem sustos.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Jukebox da Semana: Jaime Neto
“Serei breve. Em toda e qualquer tentativa de auto-descrição calafrios incomodam e não será aqui que isso deixará de ser. Também não serei claro a ponto de abrir janelas, pois a opacidade me é cara”, comenta Jaime Neto.
Pernambucano de Caruaru, ele tem 20 anos, cursa Letras na UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) e nas horas vagas prefere dedicar-se à absorver mais de literatura, música e cinema. As três manifestações artísticas e seus correlatos são para ele metáfora de coisa vital como um órgão ou alimento.
Como outras atividades, cita, sobretudo o estar com quem se ama, e a não importância de um lugar específico quando esse requisito preenche o gastar dos minutos.
Todas as músicas da Jukebox do Jaime foram escolhidas por razões múltiplas, mas não por acaso. “Elas retratam desde o meu doloroso sentir até experiências cinematográficas recentes”, diz ele.
Ao contrário dos demais, ele não colocou as canções em ordem de preferência. Salvo a primeira faixa que além de carregar muito dele, é o som que o acompanha nos últimos anos.
Clique aqui para ouvir as músicas da Jukebox do Jaime
1 - Sobre as Folhas (ou Barão nas Árvores) - Cordel do Fogo Encantado
2 - Conversa de Botas Batidas – Los Hermanos
3 - De Onde Vem a Calma – Los Hermanos
4 - Morena – Los Hermanos
5 - Realejo – O Teatro Mágico
6 - Amor – Secos & Molhados
7 - Scenic World – Beirut
8 - Crying Lighting – Arctic Monkeys
9 - Cornestone – Arctic Monkeys
10 - Where’s My Mind? - The Pixies
11 - All is Love – Karen O and The Kids
12 - Igloo – Karen O and The Kids
13 - The Doors – Hello, I Love You
14 - Insight – Joy Division
15 - About a Girl – Nirvana
Pernambucano de Caruaru, ele tem 20 anos, cursa Letras na UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) e nas horas vagas prefere dedicar-se à absorver mais de literatura, música e cinema. As três manifestações artísticas e seus correlatos são para ele metáfora de coisa vital como um órgão ou alimento.
Como outras atividades, cita, sobretudo o estar com quem se ama, e a não importância de um lugar específico quando esse requisito preenche o gastar dos minutos.
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| Foto: M. Williane |
Ao contrário dos demais, ele não colocou as canções em ordem de preferência. Salvo a primeira faixa que além de carregar muito dele, é o som que o acompanha nos últimos anos.
Clique aqui para ouvir as músicas da Jukebox do Jaime
1 - Sobre as Folhas (ou Barão nas Árvores) - Cordel do Fogo Encantado
2 - Conversa de Botas Batidas – Los Hermanos
3 - De Onde Vem a Calma – Los Hermanos
4 - Morena – Los Hermanos
5 - Realejo – O Teatro Mágico
6 - Amor – Secos & Molhados
7 - Scenic World – Beirut
8 - Crying Lighting – Arctic Monkeys
9 - Cornestone – Arctic Monkeys
10 - Where’s My Mind? - The Pixies
11 - All is Love – Karen O and The Kids
12 - Igloo – Karen O and The Kids
13 - The Doors – Hello, I Love You
14 - Insight – Joy Division
15 - About a Girl – Nirvana
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Uncomfortable silences
Numa conversa, quando menos se espera, o silêncio se faz presente. Há quem diga que de tão incômodo, ele chega a ser ensurdecedor. O que fazer quando se deparar com essa situação?
Uns apelariam para a famosa conversa de vizinho e desembestariam a dizer qualquer coisa. Outros apenas ficariam calados e além de aproveitar o tempo, o espaço e a companhia, só tornariam a falar quando fosse necessário.
A cena a seguir é do filme Pulp Fiction e foi citada pelo Bernardo (@Barnabe_13) nos comentários do texto Agora no Confessions About Me.
Bônus:
Às vezes tenho a sensação de que o silêncio é a maneira mais encantadora que existe para as pessoas se conhecerem e se entenderem melhor. E pode ter certeza, quando ele não é desconfortável é porque alguém especial foi descoberto.
Uns apelariam para a famosa conversa de vizinho e desembestariam a dizer qualquer coisa. Outros apenas ficariam calados e além de aproveitar o tempo, o espaço e a companhia, só tornariam a falar quando fosse necessário.
A cena a seguir é do filme Pulp Fiction e foi citada pelo Bernardo (@Barnabe_13) nos comentários do texto Agora no Confessions About Me.
Bônus:
Às vezes tenho a sensação de que o silêncio é a maneira mais encantadora que existe para as pessoas se conhecerem e se entenderem melhor. E pode ter certeza, quando ele não é desconfortável é porque alguém especial foi descoberto.
domingo, 3 de julho de 2011
Cecília mandou dizer...
Os Homens Gloriosos
Sentei-me sem perguntas à beira da terra,
e ouvi narrarem-se casualmente os que passavam.
Tenho a garganta amarga e os olhos doloridos:
deixai-me esquecer o tempo,
inclinar nas mãos a testa desencantada,
e de mim mesma desaparecer,
— que o clamor dos homens gloriosos
cortou-me o coração de lado a lado.
Pois era um clamor de espadas bravias,
de espadas enlouquecidas e sem relâmpagos,
ah, sem relâmpagos...
pegajosas de lodo e sangue denso.
Como ficaram meus dias, e as flores claras que pensava!
Nuvens brandas, construindo mundos,
como se apagaram de repente!
Ah, o clamor dos homens gloriosos
atravessando ebriamente os mapas!
Antes o murmúrio da dor, esse murmúrio triste e simples
de lágrima interminável, com sua centelha ardente e eterna.
Senhor da Vida, leva-me para longe!
Quero retroceder aos aléns de mim mesma!
Converter-me em animal tranquilo,
em planta incomunicável,
em pedra sem respiração.
Quebra-me no giro dos ventos e das águas!
Reduze-me ao pó que fui!
Reduze a pó minha memória!
Reduze a pó
a memória dos homens, escutada e vivida...
Abri Mar Absoluto e Cecília Meireles surpreendeu-me com tais palavras.
Sentei-me sem perguntas à beira da terra,
e ouvi narrarem-se casualmente os que passavam.
Tenho a garganta amarga e os olhos doloridos:
deixai-me esquecer o tempo,
inclinar nas mãos a testa desencantada,
e de mim mesma desaparecer,
— que o clamor dos homens gloriosos
cortou-me o coração de lado a lado.
Pois era um clamor de espadas bravias,
de espadas enlouquecidas e sem relâmpagos,
ah, sem relâmpagos...
pegajosas de lodo e sangue denso.
Como ficaram meus dias, e as flores claras que pensava!
Nuvens brandas, construindo mundos,
como se apagaram de repente!
Ah, o clamor dos homens gloriosos
atravessando ebriamente os mapas!
Antes o murmúrio da dor, esse murmúrio triste e simples
de lágrima interminável, com sua centelha ardente e eterna.
Senhor da Vida, leva-me para longe!
Quero retroceder aos aléns de mim mesma!
Converter-me em animal tranquilo,
em planta incomunicável,
em pedra sem respiração.
Quebra-me no giro dos ventos e das águas!
Reduze-me ao pó que fui!
Reduze a pó minha memória!
Reduze a pó
a memória dos homens, escutada e vivida...
Abri Mar Absoluto e Cecília Meireles surpreendeu-me com tais palavras.
Encanto
É praxe. Toda vez que fico sabendo sobre as novidades de algo que gosto - seja filmes, músicas, clipes e afins - acabando criando expectativa. Fico que nem maluca procurando por aí se alguém conseguiu disponibilizar, antes do previsto, o download do quero ouvir ou até mesmo assistir.
A vítima da vez é o mais novo álbum do Beirut, The Rip Tide, que além de ser dançante e bem gostoso de ouvir, conseguiu me encantar e ultrapassou o esperado.
Sei que é bem clichê dizer que não tenho nenhuma música preferida, mas de fato, é essa a realidade. Todas são lindas e provam que a perfeição pode existir, sim.
Goshen é uma das faixas do The Rip Tide e foi tocada no The Wellmont Theatre no dia 13 de maio desse ano. Clique aqui e continue a se deliciar.
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